sábado, 22 de junho de 2013

CUIDADO COM CHARLATÕES

                                                    


QUIUMBAS ; Espiritos enganadores do astral inferior.

  • Não respeitam doutrinas, se passam por Exus e até Guias de luz .
  • Incorporão em qualquer lugar, em qualquer hora, não respeitando qualquer ambiente.
  • Se manifestam em médiuns sem disciplina espiritual.
  • São escravos da magia.
  • Não incorporão e nem trabalham em terreiros verdadeiros.


  • REFLEXÃO!
    Dentre todas as religiões a Umbanda e o Candomblé se somas entre as religiões como uma das religiões mais linda e de muita seriedade! Mas infelizmente pessoas despreparadas denigrem essa imagem. Abrindo casa sem nenhum preparo se titulam Zeladores Pais, Mães, no santo etc... Montando casa de santo! Como casa de santo e seriedade e respeito chamaremos aqui esses lugares de canto! Esses cantos abertos praticam as mais elevadas aberrações com o nome da Umbanda e do candomblé! Percebem-se que esses cantos são abertos por pessoas que já freqüentarão a Umbanda ou o Candomblé e não aceitando doutrina acharão o caminho mais fácil para eles e montar um canto com tambores e imagens e se titulando por ele próprio o pai no santo! RS. Para ser sacerdote da Umbanda ou do Candomblé! Babas, Yas, Noches, Thois, Padrinhos, Madrinhas etc... Tem de ter suas feituras e confirmações autorizadas pelo santo! Isso leva anos para se formar não é de um dia para o outro. Vemos hoje em dia pessoas despreparadas que até montarão não só seu canto como também até federação! Aonde iremos para? O médium nasce médium! Esse ama seus orixás aceitam doutrinas, e seguem em frente e na hora das dores a sua fé cresce ainda mais! Esses nascerão para serem médiuns! Os que querem ser médiuns, não aceitam doutrinas, criticam disciplinas, e nas horas das dores sua fé desaparece! Esses nascerão sem o dom de ser um médium, apenas querem ser! Existem muitas casas serias e de raiz, mas infelizmente o numero dos cantos chegam a números superiores! Por quê? Simples! Para se formar um Pai ou Mãe no santo vai anos de aprendizado. O canto não! Basta qualquer um, ir e abrir.
    Procure os lugares certos não caiam nas mãos de kiumbeiros e/ou pessoas sem nenhum preparo! Procure saber a origem do referido zelador, da onde vem! Por quem foi feito! E sua conduta! Só assim terá certeza que esta em uma casa de santo! Livrando-se assim de estar em um canto. Ashé!
    Pai Sergio de Ogum!

    fonte; www.penadourada.webnode.pt

    sábado, 11 de maio de 2013

    CATIMBÓ E ZÉ PILINTRA

    Em sua origem, Seu Zé torna-se famoso primeiramente no Nordeste… Primeiro como freqüentador dos catimbós e, depois como entidade dessa religião. Vale destacar aqui que o Catimbó está inserido no quadro das religiões populares do Norte e Nordeste e traz consigo a relação com a pajelança indígena e os candomblés de caboclo muito difundidos na Bahia.

    Conta-se que ainda jovem era um caboclo violento que brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de “erveiro” vem também do Nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer mal, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. De acordo com Ligiéro (2004), Seu Zé migra para o Rio de janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século XX um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da Lapa, Estácio, Gamboa e zona portuária. Segundo relatos históricos Seu Zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio. Contudo, há outra história que conta que Seu Zé teria nascido no povoado de Bodocó, sertão pernambucano próximo a cidadezinha que leva o nome de Exu, à qual segundo o próprio Zé Pilintra quando manifestado numa mesa de catimbó, foi batizada com este nome em sua homenagem, já que sua família era daquela região antes mesmo de se tornar cidade. Fugindo da terrível seca de meados do século passado que abatia todo o sertão, a família do então “José dos Santos” rumou para a Capital Recife em busca de uma vida melhor, mas o destino lhe pregou uma peça que culminou com a morte da mãe e do pai.

    José então ficou órfão e teve que enfrentar o mundo juntamente com seus sete irmãos menores. Cresceu no meio da malandragem, dormindo no cais do porto e sendo menino de recados de prostitutas. Sua estatura alta e forte granjeou-lhe respeito no meio da malandragem.
     
     

    ORAÇÃO PARA SÃO JORGE

    Aprenda a Oração de São Jorge para Abrir Caminhos



    Oração para São Jorge

    Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro e protetor, invencível na fé em Deus, que por ele sacrificou-se, traga em vosso rosto a esperança e abri os meus caminhos. Com sua couraça, sua espada e seu escudo, que representam a fé, a esperança e a caridade, eu andarei vestido, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos possam ter, para me fazerem mal.

    Armas de fogo ao meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo tocar. Ó Glorioso nobre cavaleiro da cruz vermelha, vós que com a sua lança em punho derrotaste o dragão do mal, derrote também todos os problemas que por ora estou passando.

    Ó Glorioso São Jorge, em nome de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo estendei-me seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a vossa força e grandeza dos meus inimigos carnais e espirituais. Ó Glorioso São Jorge, ajudai-me a superar todo o desânimo e a alcançar a graça que agora vos peço (faça agora seu pedido justo).

    Ó Glorioso São Jorge, neste momento tão difícil da minha vida eu te suplico para que o meu pedido seja atendido e que com a sua espada, a sua força e o seu poder de defesa eu possa cortar todo o mal que se encontra em meu caminho. Ó Glorioso São Jorge, dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé, meu ânimo de vida e auxiliai-me em meu pedido. Ó Glorioso São Jorge, traga a paz, amor e a harmonia ao meu coração, ao meu lar e a todos que estão em minha volta. Ó Glorioso São Jorge, pela fé que em vós deposito: guiai-me, defendei-me e protegei-me de todo o mal.

    Amém.

    LINHA DE AÇÃO E TRABALHO DOS MALANDROS

    As entidades que hoje se manifestam nessa “nova” linha de ação e trabalho umbandista, antes chegavam nas giras nas linhas dos Baianos ou dos Exus. Aos poucos, foram sendo aceitos, respeitados e procurados, ganhando linha própria, comandados por Seu Zé Pelintra.

    Originaram-se no Catimbó nordestino, com identidade na pajelança xamânica dos índios brasileiros e no catolicismo, na chamada Linha dos Mestres e do culto à Jurema sagrada, bem antes da Umbanda. São o resultado da grande miscigenação cultural e racial brasileira e retratam as populações marginalizadas, desfavorecidas, pobres e sofredoras das periferias do país, tanto rurais quanto urbanas.

    O Catimbó se desenvolveu paralelamente à Umbanda, mas ambos se encontraram nos grandes centros urbanos. O termo “Mestre”, usado no Catimbó, vem da feitiçaria européia, principalmente a portuguesa, da qual adotou várias práticas, inclusive o uso do caldeirão e rituais de magia. É fundamental no Catimbó o uso de ervas e raízes, a fidelidade aos dogmas do catolicismo, aos santos, ao terço, à água benta e à reza. O trabalho e a força estão na fumaça e nas ervas. O fumo é especialmente preparado e a magia do trabalho vai pelo ar, no tempo, junto com a fumaça e a bebida.

    Em geral, os mestres são espíritos curadores que tiveram mortes trágicas e se “encantaram”. Trabalham para a solução de alguns problemas materiais e amorosos.

    As entidades que se manifestam na Linha dos Malandros são um agrupamento de espíritos que viveram suas reencarnações na pobreza e no sofrimento, mas souberam tirar da dor o humor e o jogo de cintura para driblar a miséria e o baixo astral. Por onde passam levam alegria e arrancam sorrisos e gargalhadas, com seu samba no pé, sua ginga e malandragem.

    Os malandros do astral não são marginais do além, como muitos supõem. São espíritos amigos, voltados para a prática da caridade espiritual e material. Propagam o respeito ao ser humano, a tolerância religiosa, a humildade, os bons exemplos, o amor ao próximo, o amparo às crianças desamparadas e aos idosos. Combatem as trevas e desmancham feitiços e magias negras.

    Em locais de extrema pobreza e ausência de assistência pública e de justiça humana, os malandros estão presentes com sua misericórdia, buscando aliviar o sofrimento e socorrer os necessitados, enxugando as lágrimas dos que sofrem.
    Manifestam-se na Linha dos Malandros muitos “Zés”: Zé Pelintra, Zé da Virada, Zé Navalha, Zé Malandrinho, Zé da Faca e outros, como Chico Pelintra, Cibamba, Seu Malandro etc. São “mandingueiros” do bem e apresentam grande senso de humor em suas manifestações. São entidades da rua, encontrados em bares, festas, subidas de morros etc.

    Zé Pelintra é uma entidade urbana, que pode até nada ter a ver com a origem dos mestres, mas é chamado de mestre catimbozeiro, doutor, curador, conselheiro, defensor das mulheres, das crianças e dos pobres, guerreiro da igualdade social, médico dos pobres, advogado dos injustiçados, dono da noite e rei da magia. Tem grande importância nos catimbós e nas macumbas cariocas e é o protetor dos comerciantes, principalmente de bares, lanchonetes, restaurantes e boates.

    A saudação para essa linha é: Salve os Malandros! Salve a Malandragem!

    Suas cores são o vermelho e o branco ou o preto e o branco. A regência dos malandros é de Pai Ogum e, pelas cores, Pai Omolu.

    Por Lurdes de Campos Vieira

    ESQUERDA OU DIREITA?

    Não se deve, nunca, confundir as falanges de trabalho de São Cipriano com a falange dos Malandros e Malandras, a linha de São Cipriano e uma linha de direita enquanto a dos Malandros já é de esquerda, o que acontece e que em muitas casas a entidade Zé Pelintra, exímio representante dessa linha, e evocado em trabalhos liderados por entidades de energia diferentes promovendo assim aquilo que se chama de Cruzamento de linhas, porém, quando isso ocorre as energias presentes não perdem sua autonomia, somente unem forças com uma finalidade ( A B AB). Sendo uma linha de esquerda os Malandros são invocados em casos ligados as nossas necessidades físicas e materiais. Problemas amorosos, financeiros, empregos, causas judiciais, familiares, ou somente uma conversa amiga são motivos e causas levados constantemente a essas entidades. Por possuírem uma energia muito ligada a matéria suas comidas oferecidas em Giras são em sua maioria pratos consumidos em bares e botequins. Assim pode-se oferecer quitutes como salgados, salaminhos, bacon, jiló empanado frito, sardinha frita, farofa com linguiça, carne seca assada na brasa ou frita, etc. As bebidas poderão ser cachaça, cerveja e em alguns casos licores.

    Como todas as outras entidades da Umbanda os Malandros podem pedir aos seus médiuns e consulentes alguns objetos (chapéus, cachimbos, bengalas, navalhas, cigarros, perfumes, etc.) desde que tenha um porque e não acabe se tornando uma forma de mistificação esses objetos podem ser usados pelas entidades em seus trabalhos quando manifestados.

    A mensagem trazida pelos Malandros e pelas Malandras as Casas Umbandistas e a do equilíbrio, tudo em todas as existências deve ser equilibrado. Não é problema ir a festas, bares nem sequer também fazer uso de bebidas alcoólicas, o problema está na maneira como se frequenta ou se usa e as consequências dos mesmos. Muitos dos problemas da maioria dos consulentes dessas entidades são resultado de uma vida desregrada e sem limites onde o desequilíbrio marca e causa o mal não só para a pessoa em si como também para os que estão ao seu redor. Tudo, a todos, e permitido, porem, nem tudo convêm.

    Que a historia e o trabalho dos Malandros e das Malandras sirva de exemplo e seja a luz do fim do túnel na vida de tantos e tantas que precisam.


    Fonte: http://focoumbandista.blogspot.com.br

    MARIA NAVALHA

    MARIA NAVALHA: Uma Malandra ou uma Pombo Gira?

    - Ambas!

    MARIA NAVALHA é o nome adotado por muitos espíritos com apresentação feminina que trabalham de modo independente. Podem trabalhar como Pombas Giras, especialmente junto à falange de Maria Padilha ou na "Linha dos Malandros".

    Do mesmo modo que há uma incompreensão e entendimento sobre Maria Farrapo, o mesmo ocorre com Maria Navalha.

    Enquanto Maria Farrapo trabalha com a falange Maria Mulambo, a Pomba Gira Maria Navalha está intimamente ligada à falange Maria Padilha, que foi onde esses espíritos, encontraram oportunidade organizada de trabalho como Pombas Giras.

    Ainda não formam uma Falange (de Pombas Giras) propriamente dita.

    Não se deve confundir MARIA NAVALHA com MARIA PADILHA DA NAVALHA ou MARIA PADILHA DAS SETE NAVALHAS.

    São espíritos especializados em "GENTE", profundos conhecedores dos abismos da alma humana e do que ela tem de mais degradante, e isso devido às próprias e dolorosas experiências pretéritas.

    O INSTRUMENTO NAVALHA: O Símbolo da Malandragem

    O instrumento Navalha foi amplamente utilizado, e ainda o é, como instrumento de defesa, dor e morte pelos que viviam a lei por conta própria. Contavam apenas consigo mesmos e sentiam-se apartados de um mundo que lhes socorressem ou protegessem.

    A vida era dura: olho por olho e dente por dente.

    A navalha tornou-se o símbolo maior da malandragem e seus códigos próprios.
    Mas seu significado na Umbanda, além de identificar os Malandros é sua capacidade de cortar, separar, apartar o mal que está fora e principalmente dentro dos seres.

    MARIA NAVALHA POMBA GIRA

    As Marias Navalhas que trabalham como Pombas Giras podem apresentar as complementações usuais como: da Encruzilhada, do Cemitério, da Praia, do Cabaré, da Calunga, etc. Apresentam ponto riscado de Pomba Gira e comportam-se como tal.

    Algumas vertentes da Umbanda não reconhecem Maria Navalha como Pomba Gira, apenas como Malandra. E como não chamam essa linha (Malandros), nesses Terreiros essas entidades não trabalham.

    Maria Navalha é o braço "esquerdo" de Maria Padilha, sempre cooperando de modo próprio com os trabalhos de Padilha. Não existem rivalidades entre Maria Padilha e Maria Navalha, como alguns sugerem. Do mesmo modo que não existem disputas entre Maria Mulambo e Maria Farrapo.

    MARIA NAVALHA MALANDRA:

    As que trabalham na falange dos Malandros costumam ter denominações complementares típicas dos mesmos, como: do Morro, da Ladeira, da Lapa, do Forró, do Samba, da Madrugada, da Esquina, do Asfalto, da Boemia, Pé de Valsa, e outros. Outra característica na denominação é a complementação regional: Maria Navalha de Pernambuco, de Minas, Baiana, do Norte, etc..

    São mais livres e passionais em suas manifestações, usando trajes mais coloridos e alegres que os tradicionais vermelho e preto das Guardiãs. Também gostam muito de usar chapéu e lenço (usados também por algumas Marias Navalhas Pombas Giras).

    Comunicam-se de modo simples e direto, com vocabulário popular, em alguns casos fazendo uso de expressões e gírias típicas da malandragem.

    Preferem bebidas como cervejas, batidas, água de coco, caipirinhas e aguardente.

    Pedem mais elementos para trabalho e solicitam mais oferendas que as Marias Navalhas Pombas Giras.

    As histórias a respeito desses espíritos são repletas de mortes trágicas, traições, paixões, abandono, carência financeira, ausência de estrutura familiar, falta de oportunidades de educação e formação, pobreza e miséria. Uns poucos conseguiram fama e fortuna, com os "recursos" que tinham.

    Pomba Gira ou Malandra, fato é que Maria Navalha, Maria Navalhada ou Maria das Sete Navalhas, conhece os efêmeros prazeres e as profundas dores do submundo das criações humanas. E como tal, pode ajudar aos que ainda encontram-se presos e comprometidos à essa realidade.

    Salve a Pomba Gira Maria Navalha!

    Salve a Malandra Maria Navalha!

    Por Claudia Baibich

    MALANDRAS

    As malandras surgiram a partir dos anos 50, com o surgimentos de uma entidade, que ninguém conhecia, chamada Maria Navalha, Dona Navalha surgiu num terreiro de Umbanda Omolocô (Umbanda traçada com Candomblé - Independente da Nação sendo ela, Ketu, Djeje Mahin, Angola) e como até hoje, os Malandros infelizmente são tratados como Exus , ela foi e ainda é em alguns lugares considerada ou tratada como Pombagira, pois muitos terreiros, não fazem gira de Exu separada da de Malandros.
    Ela incorporou numa jovem que estava a pouco tempo na religião, tinha características de malandro, ainda que com feminilidade, mais era encantadora, uma entidade diferente, e que atraiu a curiosidade das pessoas da religião na época.

    Desde então alguns anos se passaram, e ela continua a brilhar nos terreiros de Umbanda, com todo seu charme e beleza exótica, depois conforme os anos foram passando surgiram outras Malandras, todas ligadas aos seus campos de atuação (trabalho).





    Normalmente as Malandras fazem par com os Malandros de seus Médiuns, exemplo: Malandra do Morro e Malandro do Morro. Mas isso não é necessariamente uma regra, pode acontecer de serem de diferentes locais, isso depende da evolução do médium, da afinidade do mesmo com as entidades de luz e de como irão trabalhar, para evolução de si mesmos e do próprio médium.

    Coisas de Malandra:

    Cores : Vermelha, Branca e Preta

    Guia: Vermelha e Branca

    Indumentária: Roupas nessas cores ; Vermelha, Branca preta, muito raro o tom dourado.

    Chapéis: Chapéu Panamá, com Fita vermelha, ou preta, também podem usar chapéu branco (sem fitas), podem usar lenços em seus chapéus ou para enfeitar seus cabelos antes de colocar o chapéu, podem colocar rosas ou cravos vermelhos ou branco no chapéu.





    Algumas qualidades de malandra gostam de chapéu preto e outras gostam de cartola baixa. Raramente gostam de cartola alta, quando gostam são nas cores tradicionais (Branca e Vermelha)

    Algumas usam Calça branca, vermelha ou estampada com estas cores.

    Já outras usam Saias, com estampa vermelha e branca, saia branca, saia vermelha, saia com dados, naipes ou cartas de baralho.

    Gostam de Blusa listrada (Vermelha e Branca), ou nas cores Preta, Vermelha, Branca. Também gostam de Roupas de seda (como algumas qualidades de Malandro). Também raramente, algumas Malandras, gostam de uma camisa branca (De botões) por cima da camisa listrada.

    Flores: Rosas vermelhas, rosas brancas, cravos vermelhos e brancos, também gostam de flor de chuvisco.

    Fumo: Cigarros de palha, Cigarros de filtro vermelho ou Cigarros com sabor. Existem ainda as raras exceções de Malandras que fumam Charuto.

    Bebida: Cerveja Branca, Cerveja Preta, Batida, Pinga de Coquinho, Conhaque e raramente Whisky ou cachaça (pinga).

    Objetos: Dados, Navalha, Punhal, Baralho.

    Pontos de força: Lapa, Cabaré, Morro, Esquinas, Encruzilhada, Cais do Porto, Cruzeiro das Almas, Calunga (Pois como nossos amigos Malandros, trabalham também com as almas)

    São boas amigas, trabalham ajudando as pessoas a largas vícios (Drogas e Álcool) também trabalham desmanchando magia negra, trabalham para assuntos financeiros, e as vezes até tiram seus protegidos e protegidas de enrascadas, também trabalham para amor .


    São gentis, simpáticas, as vezes sérias, sempre muito bem vestidas, elegantes, e bem arrumadas, são vaidosas, gostam de receber presentes e adoram perfumes e batons (Principalmente na cor vermelha)

    As vezes surgem nomes de entidade, se denominando Malandra, mais nem sempre são, pois como é uma linha nova, existem pessoas que inventam de má fé, nomes que não existem.

     
    Alguns nomes de Malandras e Malandrinhas.

    Malandra Maria Navalha e sua Falange:

    -Maria Rosa Navalha

    - Maria Navalha do Cabaré

    - Maria Navalha da Lapa

    - Maria Navalha da Calunga

    - Maria Navalha das Almas

    - Maria Navalha da Estrada

    - Maria Navalha do Cais
    E outras Malandras...

    - Malandra 7 Navalhadas

    - Malandra 7 Navalhas

    - Malandra Maria 7 Navalhas

    - Malandra do Cabaré

    - Malandra Rosa do Cabaré ou Rosa Malandra do Cabaré

    - Malandrinha do Cabaré

     

    - Malandra Maria do Baralho e Malandra do Baralho

    - Malandra do Morro ou Malandrinha do Morro

    - Malandra da Lapa ou Malandrinha da Lapa ; Malandra do Cabaré da Lapa

    - Malandra Rosa da Lapa

    - Malandra das Rosas Vermelhas dos Arcos da Lapa

    - Malandra da Rosa Vermelha ; Malandra Rosa Vermelha ( Sendo ela da Lapa, Cabaré)

    -Malandrinha das Rosas Vermelhas ; Malandrinha da Rosa Vermelha

    - Malandra das Almas ou Malandrinha das Almas

    - Malandra das 7 Encruzilhadas

    - Malandra Maria do Cais ; Malandrinha do Cais ; Malandra da Beira do Cais

    - Malandra 7 Saias do Cabaré

    - Malandra da Estrada ; Malandrinha da Estrada

    - Malandra da Bahia ; Malandrinha da Bahia

    - Malandra Maria da Boêmia

    - Malandra dos Arcos da Lapa

     

    segunda-feira, 15 de abril de 2013

    A ESTRELA DA MANHÃ

    . A estrela da manhã é chamada de Lúcifer, por luzir mais claramente entre todos os astros. Por isso é chamada a estrela por excelência. Lúcifer, precedendo o sol e anunciando a manhã, com a luz do seu fulgor afasta as trevas da noite. A estrela da manhã ou Lúcifer é Maria Santíssima, que, nascida no meio da névoa, afugentou a névoa tenebrosa, e na manhã da graça anunciou o sol da justiça aos que habitavam nas trevas. Dela diz o Senhor a Jó És tu porventura que fazes aparecer a seu tempo a estrela da manhã (Jó 38,32).

    domingo, 14 de abril de 2013

    O QUE FAZ UMA POMBAGIRA DE LEI

    Quando a gira termina no Terreiro, o trabalho continua no Astral


    Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha das 7 Encruzilhadas, que trabalha na egrégora do Centro Espiritualista Caboclo Pery, visando esplicar algumas dinâmicas de trabalho na Umbanda. Os personagens receberam nomes fictícios:

    " Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada. Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.
    Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.
    Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu
    pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.



    O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.
    Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d’água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.
    Em dado momento, o Preto Velho que está “preso” ao corpo carnal do médium e conseqüentemente com sua visão limitada, utiliza alguns elementos magísticos e ritualísticos para proporcionar alívio ao Carlos.
    Diz no final da consulta que irá trabalhar para ele e toda a sua família, dá algumas recomendações sobre como rezar e elevar o pensamento a Deus e se despedem.
    Carlos tem alguma sensação de alívio, sente-se mais leve e confiante, mas ao mesmo tempo não acredita que meia dúzia de estalar de dedos vão “resolver” o seu problema... Incrédulo, mas não tão fraco retorna a sua casa sem nem imaginar que a batalha está apenas começando.
    O Preto Velho ao ver Carlos se levantar e ir embora sabe que a essa altura toda a egrégora da Casa já está se preparando para a batalha, e, apesar de ainda estar preso ao corpo do médium pelo processo de incorporação, pôde perceber que será grande.
    Mas ainda há o que ser feito em terra... Precisa descarregar o seu aparelho e o terreiro. Terminado o saravá ele parte indo se unir com os outros membros da egrégora.
    Com o término dos trabalhos, os médiuns começam a ir embora e no Terreiro de Umbanda se faz silêncio. Mas um silêncio apenas aos ouvidos humanos, pois os sons ali emitidos estão numa freqüência diferente dos sons conhecidos nessa Terra.
    E os médiuns pensam: “A gira terminou.” Não meus caros, a “gira” está apenas começando.
    A egrégora da Casa está reunida dentro do terreiro aguardando o retorno dos Exus de Trabalhos com as informações reais de cada consulta que foi realizada.
    Os Exus vão retornando, um a um.
    O Mentor da Casa assiste e faz intervenções quanto às deliberações do Alto, e os Chefes de Linha estabelecem o famoso “quem vai fazer o que”. Tudo isso ocorre em ambiente absolutamente harmônico e organizado.
    Exus, Caboclos e Pretos Velhos trocam impressões a respeito dos problemas apresentados e deliberam.
    Mas, voltando ao nosso amigo Carlos.
    (Nesse momento vou dar nomes fictícios também as entidades envolvidas nesse trabalho. Digamos que o Preto Velho que atendeu Carlos chama-se Pai Benedito e o Exu de Trabalho chamado por ele foi Exu Marabô).
    Quando Exu Marabô retorna com as informações a respeito do que encontrou na casa de Carlos, o diálogo que se dá é o seguinte:
    Marabô: É, Pai Benedito, a situação lá está bem complicada.
    Pai Benedito: Eu já suspeitava. O que você viu?
    Marabô: A casa do moço Carlos foi totalmente absorvida por uma rede de energia que tem seres bem grotescos mantendo-a firme. Segui buscando a origem dessa rede e me deparei com uma construção logo acima da casa.
    Adentrando ao recinto vi uma inteligência poderosa por trás disso, mas sem nenhuma relação direta com nenhum dos envolvidos. Buscando entender a “trama” continuei procurando o porque daquilo e encontrei uma mulher bastante dementada, com um aparelho acoplado em sua nuca e pude “ler” seus pensamentos e “sentir” seus desejos que eram de vingança para com o pai carnal do moço Carlos. Vi também que eles ainda não sabem que o moço Carlos veio aqui no terreiro.
    Bem, em resumo: A inteligência envolveu essa pobre infeliz e prometendo-lhe “devolver” o pai do moço Carlos pra ela e suga suas energias que é retro-alimentada pelo sentimento de culpa que o pai do moço Carlos tem. Parece que foi uma aventura dele na juventude, só não me preocupei em saber se desta ou de outra vida, pois achei que os dados que tinha já eram suficientes para podermos trabalhar.
    Pai Benedito: Sim, sim... Mais do que suficientes! Não estamos aqui para julgar ninguém. Isso cabe ao Pai.
    Bem, nesse caso teremos que destruir essa construção, mas precisamos primeiro recuperar a moça, e já que o pai de Carlos está involuntariamente retro-alimentando a construção, precisaremos de recursos para auxiliar os familiares também.
    Assim, Pai Benedito se dirige ao Caboclo Flecha Dourada, responsável pela corrente de desobsessão daquele terreiro e expõe a situação.
    Imediatamente o Caboclo determina que a Pomba Gira Figueira irá utilizar os seus elementos magísticos para que a equipe de resgate da Casa recupere a moça e quem mais tenha condições de tratamento e a “equipe de força” destrua a construção e todos os equipamentos dentro dela.
    Tarefas distribuídas, eles partem para a construção.
    Caboclos, Pretos Velhos e Exus guardam uma certa distância da construção e observam a Pomba Gira Figueira assumir uma configuração praticamente transparente.
    Ao chegar perto da construção percebe-se sair de sua boca uma espécie de fumaça enegrecida que começa a tomar conta do ambiente. Logo atrás dela, homens empurram uma espécie de carrinho, que lembram os carrinhos usados em minas de escavação de carvão.
    Conforme a Sra. Figueira vai entrando no ambiente tomado por essa fumaça negra, os seres que lá estão caem em profundo sono, sendo resgatados pelos homens e colocados dentro dos carrinhos. A ação dela é rápida. Ninguém percebe a sua presença.
    Quando todos são resgatados, a Sra. Figueira começa a manipular a energia dos instrumentos dentro da construção mudando sua forma, plasmando outras energias e transformando os instrumentos em bombas auto-destrutivas.
    Finalmente sai da construção e os Exus que compõe a “tropa de choque” ou “equipe de força” passam a detonar a bomba e a destruir a construção e a malha que envolve a construção material na Terra e a prender os seres grotescos que dão sustentação a malha no ponto da construção material.
    Caboclos e Pretos Velhos começam a tratar ali mesmo as inteligências retiradas da construção, colocando-os em macas e direcionando aos locais adequados aos tratamentos que irão receber, sob os olhos atentos dos Exus Guardiões, Amparadores e de Trabalho.
    Outros partem para a construção material e começam o trabalho individualizado entre os membros da família. Exus fazem o trabalho de limpeza e descarga, resgatando os “perdidos”, para serem encaminhados para os trabalhos de desobsessão da Casa de Umbanda, abrindo espaço e dando condições vibratórias para o trabalho dos Caboclos e Pretos Velhos que é o de inspirar pensamentos de perdão ao pai de Carlos, de esperança no próprio Carlos, saúde e bons eflúvios na esposa e mãe de Carlos. Através de passes magnéticos Caboclos e Pretos Velhos transformam o campo vibratório da casa e cuidam de seus moradores.
    Enquanto tudo isso ocorre a casa dorme, e todos são tratados em espírito.
    Enquanto isso os médiuns daquele terreiro também dormem em suas casas, mas alguns estão doando ectoplasma, auxiliando nos trabalhos de transmutação energética.
    Uns participando ativamente e outros observando e aprendendo, através do processo de desdobramento, assistem a boa parte dos trabalhos.
    Após o trabalho realizado o Mentor da Casa sorri.
    É claro que todos sabem que de agora em diante é de acordo com o merecimento de cada um, de cada membro dessa família, tudo dependerá do quanto cada um irá lutar para melhorar, mas agora sem as “amarras” ou interferência do Astral Inferior.
    A Umbanda através de uma ação conjunta dos componentes da egrégora de uma Casa de Umbanda pôde proporcionar alívio, conforto e libertação aos membros da família e auxílio aos irmãos perdidos nas trevas da ignorância, do ódio, do rancor, do remorso e da culpa.
    Mesmo que Carlos nunca mais volte ao terreiro para agradecer a melhora, ou que nunca desperte para a ajuda que recebeu, mesmo que o pai de Carlos nunca se perdoe, a Umbanda se fez presente em Caridade e Amor!
    LAROYÊ EXU! "